Gentes que formaram os povos
Povos que formaram o mundo
Devolvam o coletivismo
Que roubaram ao criar o globo!
Salvador-BA, 23/05/2012.
Luan Franco / pelo Espírito Tomas Aregur.
E se eu fosse outro?
Os cabelos mais lisos ou bem limitados
Os olhos castanhos ou esverdeados
A pele escura ou sem melanina
A boca carnuda, a orelha comprida
O bico de viúva de alelo dominante
E todo o restante ao contrário...
O pé de pato, o braço fino,
O nariz comprido e pontiagudo
E tudo ao inverso...
Um outro terno, uma outra casa
Uma outra vida, namorada,
Pais e filhos...
Mas e se o outro que eu fosse
Fosse o mesmo de agora?
Talvez mais rico ou mais pobre
Até mais competente
Mas menos inteligente um pouquinho
Mudaria?
E se esse outro de mim fosse tão diferente
Que nem jamais eu houvesse existido nele?
Teria agradado a mim ou aos outros?
Eu buscaria ficar desse jeito ou um pouco
Mais parecido comigo de hoje?
O mesmo cabelo, o mesmo humor tolo, e o mesmo sorriso...
Será que ao ver o eu de agora teria inveja ou pena dele?
E se eu mudasse, quem mais mudaria?
Será que o mundo seria outro?
As pessoas seriam outras?
As mentes seriam outras?
Os dias seriam outros?
As lidas seriam outras?
E se eu fosse o mesmo por fora
E um estranho por dentro?
Com outros modos, outros gestos
E outros gostos
Teria os mesmos amigos?
O mesmo número que conto agora?
Será que eu me questionaria
E se eu fosse outro?
Salvador-BA, 22/05/2012.
Luan Franco / pelos Espíritos João e Irmão Sillas.
Estávamos cansados de tanto protesto sem cooperação, daí pensamos em alternativas para a mobilização alheia dentro da nossa cidade, afinal, vencer esta batalha sem nenhum auxílio já sabíamos ser impossível.
Pensamos, pensamos, pensamos, dormimos, sonhamos, acordamos, passamos horas a fio sem alguma resolução, até que alguém extremamente cansado e impaciente encontrou uma única possível:
Mudar de profissão!
Salvador-BA, 20/05/2012.
Luan Franco / pelo Espírito Miguel Alcântara.
Numa noite
Em que o brilho da lua não é o mais preferido
Damas de preto se parecem um pouquinho
Com a única dama que eu desejo rever
Pois retorne
Furtivamente eu desejava um carinho
Relia poemas que citavam um sorriso
Da última dama que eu preciso rever
Pois retorne
Nem todo vilão deve viver sozinho
Escrevo no verso o que desejo ao infinito
A única dama que eu desejo rever
Numa noite
Aos cantos retorno, por um tango revivo
Tropeço em intervalos mormente excessivos
Da última dama que eu preciso rever
Pare
Eu também não mereço um lampejo divino
Um tango em solfejo e um ensejo cativo
Da única dama que anseio rever.
Salvador-BA, 13/03/2011.
Luan Franco / pelo Espírito Alberto Costa.
Lembra-te quando eu te olhei brevemente?
O rubor se espalhou dentre toda a tua face
O calor eriçou os teus pelos da pele
E o pudor lhe tomou silenciosamente...
E toda saudade contive em uma só
Vontade que é chama e guardo na cerne
Louca manada, queimada ardente.
Salvador-BA, 19/05/2012.
Luan Franco / pelo Espírito Calabar Montoura.
Comentários